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Quando o Gilberto Kassab força o PSD a ter candidatura própria à presidência, ele está jogando um jogo que nem sempre é o mesmo do Ratinho Júnior. Kassab pensa no posicionamento nacional do partido, no tempo de televisão, no fundo eleitoral e principalmente no poder de barganha. Já Ratinho Jr precisa pensar na própria sobrevivência política após 2026.
O risco é exatamente esse. Ao insistir em uma candidatura presidencial sem densidade eleitoral consolidada, Ratinho Jr pode entrar em uma disputa onde não consegue chegar competitivo no segundo turno. E na política, quem não chega forte, vira coadjuvante.
Enquanto isso, ele abre três frentes de risco ao mesmo tempo. Pode não chegar à presidência, enfraquece uma candidatura natural ao Senado que seria um caminho mais seguro, e ainda perde o controle da sucessão no Paraná.
Nesse cenário, nomes como Sérgio Moro podem crescer ainda mais, principalmente se houver apoio de outros grupos da direita.
Existe também um efeito colateral importante. O Flávio Bolsonaro tende a se fortalecer em um cenário fragmentado.
Quanto mais candidaturas sem viabilidade real aparecem, mais espaço se abre para quem já tem base consolidada crescer e se posicionar como principal nome no momento decisivo.
No fim, o movimento que parece fortalecer o partido pode acabar enfraquecendo o próprio governador. Kassab garante protagonismo nacional ao PSD, mas Ratinho Jr corre o risco de ficar sem presidência, sem Senado e sem o controle político do Paraná.
Na política, existe uma regra silenciosa. Nem sempre quem movimenta as peças é quem ganha o jogo.
Assinado por Ney Ferreira
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